O Transtorno de Aprendizagem abrange várias condições cerebrais que afetam a capacidade de aprendizagem. Por exemplo, a discalculia (transtorno de aprendizagem lógico-matemático) e a dislexia (transtorno de leitura) são comumente observadas em crianças e adolescentes.
Além dos transtornos de aprendizagem em si, outros problemas podem interferir no processo de aprendizagem. Crianças com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), disfunções executivas, transtornos de comunicação, deficiência cognitiva, disgrafia ou questões emocionais, culturais e socioeconômicas podem enfrentar dificuldades na aprendizagem.
Os pais devem estar atentos a essas variações de comportamento e, se houver dificuldades de aprendizagem, é necessário intervir no processo. O acompanhamento psicopedagógico, psicológico e até o uso de medicamentos controlados são recursos possíveis. No entanto, também existem tratamentos alternativos, como o Neurofeedback.
O Neurofeedback é uma técnica não invasiva que permite treinar diretamente o cérebro, equilibrando seu funcionamento e melhorando a capacidade de concentração, atenção, memória e, consequentemente, a autoconfiança. Essa técnica, que monitora as ondas cerebrais, possibilita uma visualização em tempo real do que está acontecendo no cérebro durante determinadas ações. Através do condicionamento operante, ocorre o processo de aprendizagem, que tem um impacto direto no comportamento do indivíduo.
Afinal, o cérebro é o centro das atenções, um órgão vital localizado dentro do crânio, que controla o pensamento, a memória, o humor, as emoções e os comportamentos, como um maestro regendo uma orquestra. Se um aluno precisa estar relaxado para ter um bom desempenho em um teste, existem regiões específicas do cérebro responsáveis por ajudar a estabilizar o humor e acalmar o corpo.
Algumas pessoas buscam soluções para os problemas por meio de medicamentos, mas também há aquelas que preferem não aderir a esse tipo de tratamento devido aos efeitos colaterais e ao risco da automedicação. No Neurofeedback, a mudança ocorre a partir do próprio sistema cerebral.
Desde 2013, a Associação Americana de Pediatria recomenda o Neurofeedback como a primeira alternativa para pacientes com Déficit de Atenção. Aqueles que experimentam essa técnica percebem os benefícios desse método ainda pouco conhecido no Brasil.