O autismo, também conhecido como Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição neurobiológica complexa que afeta o desenvolvimento da comunicação, interação social e comportamento. Caracteriza-se por um padrão de déficits persistentes na interação social e comunicação, além de comportamentos restritos e repetitivos.
Os sinais do autismo geralmente aparecem nos primeiros anos de vida, embora possam variar em gravidade e apresentação. Alguns sinais comuns incluem dificuldade em estabelecer contato visual, dificuldade em desenvolver relacionamentos sociais, dificuldades de comunicação verbal e não verbal, padrões de fala peculiares, interesse restrito em objetos específicos, comportamentos repetitivos (como balançar o corpo, bater as mãos) e resistência a mudanças na rotina.
As características do autismo podem ser amplas, uma vez que o espectro abrange diferentes níveis de gravidade e funcionamento. Alguns indivíduos com autismo podem ter habilidades cognitivas e linguísticas significativas, enquanto outros podem apresentar deficiências intelectuais e dificuldades de fala mais acentuadas. Além disso, muitas pessoas com autismo têm sensibilidades sensoriais incomuns, o que pode resultar em aversão a certos estímulos sensoriais ou busca por estimulação sensorial intensa.
O diagnóstico do autismo geralmente é feito por uma equipe multidisciplinar, que inclui profissionais como médicos, psicólogos e terapeutas especializados. O processo de diagnóstico envolve uma avaliação detalhada das características do desenvolvimento da criança, histórico médico, observação do comportamento e, em alguns casos, testes padronizados. É importante que o diagnóstico seja realizado o mais cedo possível, pois isso permite o acesso a intervenções e suporte adequados.
Os benefícios do uso das técnicas de neuromodulação, como o neurofeedback, no tratamento do autismo têm sido objeto de estudo científico. Existem estudos científicos que sugerem a eficácia do neurofeedback como uma abordagem terapêutica promissora para indivíduos com autismo. Esses achados indicam que seu uso por 10 semanas produzem melhora nas funções executivas (Controle Inibitório e Atenção e Flexibilidade Cognitiva), Velocidade de Processamento e Memória de Trabalho em Crianças TEA.
Para as pessoas Autistas , existe também, alguma forma de disfunção do sistema de neurônios-espelho que limita a capacidade do aprendizado por imitação, processo que desempenha um papel central no desenvolvimento humano e na aprendizagem de habilidades motoras, comunicativas e sociais. É graças a ela que conseguimos entender ações, pensamentos e emoções de outras pessoas. Além disso, também nos tornamos capazes de interpretar uma ação realizada por outra pessoa e de ter empatia por essa pessoa. O Neurofeedback pode ajudar a regular o sistema de neurônios-espelho, possibilitando a diminuição da dificuldade de socialização e amenizando todas as consequências da falta de interação com outras pessoas desde a família, escola, trabalho.
Destacamos também que existem estudos significativos também que o uso da estimulação transcaniana por corrente continua, a ETCC apresenta melhoras no quadro do autismo no que refere-se à aquisição da linguagem, melhora na comunicação, e nos domínios de sociabilidade, além da redução de agressividade e hiperatividade, incluindo melhorias inesperadas na condição de epilepsia e transtornos de tique, bem como também melhorias no perfil motor de crianças com atraso no desenvolvimento. Assim, essa intervenção corrobora principalmente na autonomia e qualidade de vida dos pacientes com TEA.