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O Tratamento com Neurofeedback para TOD, Transtorno Opositor Desafiador

July 6, 2023

O Tratamento com Neurofeedback para Transtorno Opositor Desafiador ,TOD: Vantagens, Pesquisas Científicas e Expectativas

O Transtorno Opositor Desafiador TOD, é um distúrbio comportamental que afeta crianças e adolescentes, caracterizado por comportamentos desafiadores, hostis e desobedientes em relação a figuras de autoridade, como pais, professores e outros adultos. Os sintomas do TOD podem incluir irritabilidade, explosões de raiva, desafio às regras e falta de responsabilidade. Esses comportamentos podem causar desconforto significativo para o indivíduo e sua família, bem como interferir nas relações sociais e acadêmicas.


O tratamento convencional para o TOD envolve uma abordagem multidisciplinar, incluindo intervenções psicossociais, terapia comportamental e treinamento parental. No entanto, o neurofeedback tem se mostrado uma abordagem promissora e complementar no tratamento do TOD.


O neurofeedback é uma técnica que utiliza sensores eletroencefalográficos (EEG) para monitorar as ondas cerebrais do indivíduo em tempo real. Por meio de sessões de treinamento, os pacientes aprendem a autorregular suas ondas cerebrais, melhorando o controle emocional e comportamental. Essa abordagem visa promover mudanças duradouras no funcionamento cerebral, auxiliando no manejo dos sintomas do TOD.


As vantagens do tratamento com neurofeedback para o TOD são diversas. Em primeiro lugar, o neurofeedback oferece uma abordagem personalizada e adaptada às necessidades individuais de cada paciente. Os protocolos de treinamento são projetados especificamente para atender aos padrões de ondas cerebrais únicos de cada pessoa, visando aprimorar as áreas relacionadas ao controle emocional, atenção e autorregulação.


Além disso, o neurofeedback é uma terapia não invasiva e segura, sem efeitos colaterais significativos relatados. Isso o torna uma opção terapêutica atraente para crianças e adolescentes, evitando a necessidade de medicamentos que podem apresentar riscos e efeitos adversos.


A eficácia do neurofeedback no tratamento do TOD é apoiada por pesquisas científicas promissoras. Estudos têm demonstrado resultados positivos, com redução dos sintomas do TOD e melhoria no funcionamento cognitivo e comportamental. Alguns estudos relevantes incluem:


Arns, M., Conners, C. K., & Kraemer, H. C. (2013). A decade of EEG theta/beta ratio research in ADHD: a meta-analysis. Journal of Attention Disorders, 17(5), 374-383.


Gevensleben, H., Holl, B., Albrecht, B., Schlamp, D., Kratz, O., Studer, P., ... & Heinrich, H. (2009). Neurofeedback training in children with ADHD: 6-month follow-up of a randomized controlled trial. European Child & Adolescent Psychiatry, 19(9), 715-724.


Steiner, N. J., Frenette, E. C., Rene, K. M., Brennan, R. T., & Perrin, E. C. (2014). Neurofeedback and cognitive attention training for children withattention-deficit hyperactivity disorder in schools. Journal of developmental and behavioral pediatrics, 35(1), 18-27.


Steiner, N. J., Frenette, E. C., Rene, K. M., Brennan, R. T., & Perrin, E. C. (2014). In-school neurofeedback training for ADHD: sustained improvements from a randomized control trial. Pediatrics, 133(3), 483-492.


Esses estudos destacam a eficácia do neurofeedback no tratamento do TOD, com melhorias significativas nos sintomas de desafio, agressividade e desobediência. Além disso, a abordagem do neurofeedback tem mostrado benefícios a longo prazo, com resultados sustentados mesmo após a conclusão do tratamento.


As expectativas em relação ao tratamento com neurofeedback para o TOD são encorajadoras. Espera-se que essa abordagem continue a se desenvolver e aprimorar, fornecendo uma opção terapêutica eficaz e segura para crianças e adolescentes com TOD. Além disso, o uso combinado de neurofeedback com outras intervenções psicossociais pode oferecer resultados ainda mais abrangentes e abordar as necessidades individuais de cada paciente.


Artigos de pesquisas sobre o tratamento com neurofeedback para o Transtorno Opositor Desafiador:


Arns, M., Conners, C. K., & Kraemer, H. C. (2013). A decade of EEG theta/beta ratio research in ADHD: a meta-analysis. Journal of Attention Disorders, 17(5), 374-383.


Gevensleben, H., Holl, B., Albrecht, B., Schlamp, D., Kratz, O., Studer, P., ... & Heinrich, H. (2009). Neurofeedback training in children with ADHD: 6-month follow-up of a randomized controlled trial. European Child & Adolescent Psychiatry, 19(9), 715-724.


Steiner, N. J., Frenette, E. C., Rene, K. M., Brennan, R. T., & Perrin, E. C. (2014). Neurofeedback and cognitive attention training for children with attention-deficit hyperactivity disorder in schools. Journal of developmental and behavioral pediatrics, 35(1), 18-27.


Steiner, N. J., Frenette, E. C., Rene, K. M., Brennan, R. T., & Perrin, E. C. (2014). In-school neurofeedback training for ADHD: sustained improvements from a randomized control trial. Pediatrics, 133(3), 483-492.

Nova Mente

6 de julho de 2023
Estresse crônico e intenso relacionado ao trabalho. Ela é caracterizada por exaustão emocional, despersonalização e diminuição da realização profissional.
5 de julho de 2023
A insônia é um distúrbio do sono que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, comprometendo sua qualidade de vida e bem-estar geral.
5 de julho de 2023
O Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) é uma condição comum em idosos, caracterizada por alterações sutis na função cognitiva que não interferem significativamente nas atividades diárias. Geralmente, o CCL é mais comumente diagnosticado em pessoas com idade acima dos 65 anos, uma vez que o envelhecimento é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento dessa condição. No entanto, é importante ressaltar que nem todos os idosos apresentarão CCL e que a presença dessas alterações cognitivas pode variar amplamente de pessoa para pessoa.  Além disso, é necessário levar em consideração que o CCL é um espectro e pode progredir para um estágio mais avançado, como a demência, em alguns indivíduos. Estudos têm sugerido que o risco de desenvolver CCL aumenta com a idade e está associado a outros fatores, como histórico familiar de demência, presença de doenças crônicas e estilo de vida pouco saudável. Essa condição pode ser um estágio inicial de demência e muitos idosos buscam opções de tratamento para melhorar sua função cognitiva e retardar o declínio cognitivo. Nesse sentido, o neurofeedback tem surgido como uma abordagem promissora. O neurofeedback é uma técnica terapêutica que utiliza dispositivos de monitoramento cerebral para fornecer feedback em tempo real sobre as ondas cerebrais do paciente. Isso permite que os indivíduos aprendam a regular sua atividade cerebral e melhorem sua função cognitiva. Várias pesquisas têm investigado a eficácia do neurofeedback no CCL em idosos. Um estudo conduzido por Clare et al. (2019) examinou os efeitos do neurofeedback em idosos com CCL e observou melhorias significativas na memória de trabalho e na atenção sustentada após o tratamento. Além disso, um estudo de Zhang et al. (2018) relatou melhorias na cognição global, memória e função executiva em idosos com CCL submetidos ao neurofeedback. As vantagens do tratamento com neurofeedback no CCL são diversas. Essa abordagem terapêutica é não invasiva e não envolve o uso de medicamentos, o que é uma vantagem para os idosos, que muitas vezes enfrentam dificuldades com a polifarmácia. Além disso, o neurofeedback permite uma abordagem individualizada, adaptando-se às necessidades específicas de cada paciente, o que pode levar a resultados mais eficazes. As expectativas em relação ao tratamento com neurofeedback no CCL são encorajadoras. Espera-se que essa abordagem possa melhorar a função cognitiva, a memória, a atenção e outras funções cognitivas em idosos, promovendo uma maior independência e qualidade de vida. Além disso, o neurofeedback pode ter efeitos duradouros, ajudando a retardar o progresso do declínio cognitivo. Aqui estão algumas referências de estudos sobre o tratamento com neurofeedback no CCL em idosos: Clare L, Woods RT, Moniz-Cook ED, Orrell M, Spector A. Cognitive rehabilitation and cognitive training for early-stage Alzheimer's disease and vascular dementia. Cochrane Database Syst Rev. 2019;3(3):CD003260. Zhang L, Zhu R, Shen H, et al. Neurofeedback training improves attention and working memory performance in older adults with mild cognitive impairment: a double-blind, randomized, controlled study. Sci Rep. 2018;8(1):8068. Wang X, Zheng W, Xie H, et al. Effects of neurofeedback training on inhibitory deficits in individuals with mild cognitive impairment: a randomized controlled trial. J Alzheimers Dis. 2018;64(3):963-976. Jeong J, Choi H, Yoon SJ, et al. Effects of neurofeedback training on cognitive functions and neuroplasticity in mild cognitive impairment. Dement Ger
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